Refluxo Gastroesofágico: dicas de tratamento para seu bebê

jun 11, 2011 by

O  que é?

É o retorno não forçado do conteúdo gástrico para o esôfago. É um evento comum e fisiológico em mais da metade dos lactentes saudáveis. Sua prevalência no primeiro ano de vida é de cerca de 67% entre 4 e 5 meses, caindo de 61% para 21% entre 6 e 7 meses e para menos de 5% aos 12 meses.

Causas

Pode ser causado pelo relaxamento transitório do esfincter esofágico inferior, pela redução da pressão do esfincter esofágico inferior, pelo aumento da pressão intra-abdominal – secundária ao choro, tosse e esforço evacuatório e pela imaturidade anatômica e funcional do esfincter esofágico inferior, sendo este normal até o sétimo mês de vida.

Diferença entre refluxo gastroesfofágico fisiológico e patológico

O REFLUXO GASTROESFOFÁGICO fisiológico, não apresenta repercussões clínicas. Manifesta-se nos primeiros meses de vida como regurgitações pós-alimentares imediatas e algumas vezes pode apresentar  vômitos e regurgitações pós-alimentares tardias.

A criança irá apresentar um crescimento normal e ausência de outras manifestações clínicas. Os sintomas diminuem a partir do segundo semestre de vida, quando a criança começa a ter uma postura mais ereta e se iniciam as dietas mais pastosas e sólidas.

Já o REFLUXO GASTROESFOFÁGICO patológico, conhecido como a DOENÇA DO REFLUXOGASTROESOFÁGICO, a criança irá apresentar, perda de peso, manifestações decorrentes de lesão esofágica e ou manifestações respiratórias.

Deve ser suspeitado,  quando os vômitos e as regurgitações não diminuírem no 2º semestre de vida, não responderem as medidas posturais e dietéticas após 4 a 6 semanas e persistir após o primeiro ano de vida. Os lactentes irão apresentar vômitos ao invés de regurgitações.

A causa da D.R.G.E. (Doença do Refluxo Grastroesofágico), deverá ser investigada através de exames complementares. As causas podem ser decorrentes a disfunção da junção esofagogástrica,  doenças localizadas no trato digestivo ou fora dele.

Quando suspeitar

Nos lactantes que apresentam regurgitações frequentes, dificuldade de ganho de peso, dor esofágica com choro frequente (Choro com fácies de sofrimento, irritabilidade, distúrbios do sono, acordar de repente e chorando), crises de engasgos e aspiração.

Criança maiores de 2 anos, a doença é mais rara e se manifesta como queimação, dor abdominal e torácica. Pode se manifestar como bronquite de repetição, crescimento deficiente e erosão dentária.

Como confirmar

O diagnóstico é clínico, associado ao exame físico e história familiar. O médico irá diferenciar através da historia da criança se o refluxo é fisiológico ou patológico. Dependendo da suspeita, ele irá solicitar exames para confirmar ou afastar as hispóteses de causas do refluxo.

Tratamento

REFLUXO GASTROESOFAGICO FISIOLÓGICO – o tratamento baseia-se em mudanças comportamentais, como, dar a dieta  em menor volume e intervalos mais curtos;, deixar a dieta mais espessa. Crianças em uso de leite de vaca com diarréia e refluxo, pode ter intolerância a lactose e deverá ser avaliada.

-       Crianças maiores – evitar uso de alimentos gordurosos, chocolate, café, bebidas gaseificadas em excesso e alimentação noturna antes de deitar.

-       Deixar a criança dormir em posição supina, com elevação da cabeceira, e/ou decúbito lateral esquerdo.

-        Crianças maiores – elevar cabeceira do leito em 15 – 20 cm.

-        Evitar roupas apertadas, constipação intestinal e troca de fraldas no período pós-prandial imediato.

Crianças que persistem regurgitações e vômitos após os 2 anos de idade, devem ser investigadas complicações do R.G.E. (Refluxo Gastroesofágico).

Refluxo gastroesofagico patológico

Em crianças e adolescentes com queimação e dor retroesternal podem se beneficiar, obter melhora, com a mudança de hábitos associada a terapêutica de prova com inibidores de secreção ácida por duas a quatro semanas. Se os sintomas persistirem ou recorrerem, o paciente deverá ser encaminhado a endoscopia e biópsia.

Em pacientes com dificuldade ou dor em engolir, deverá ser submetido ao exame contratado do esôfago.

Crianças com apnéias e manifestações respiratórias – o exame que chama  Phmetria, é útil  para determinação de Refluxo Gastroesofágico. Se estiver presente, pode ser usado para o tratamento  procinéticos e/ou IH2.

Tratamento cirúrgico

Indicado para pacientes que  não respondem ao tratamento medicamentoso e ou apresentem complicações graves.

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Fonte da imagem: http://mimoseafectos.blogspot.com/2010/04/refluxo-do-bebe.html

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6 Comments

  1. ADOREI ESSE ARTIGO, DEU PRA TIRAR MINHA DÚVIDA, OBRIGADO!

  2. O site está cada vez melhor, adorei!

  3. Muito bom, tem bastante coisa legal pra ler.

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