Tudo sobre a icterícia

mai 19, 2011 by



Consiste na coloração amarelada da pele e da mucosa do bebê (a mucosa da boca e da parte branca dos olhinhos). É causada pelo acúmulo de um pigmento resultante do metabolismo da hemoglobina, esse pigmento é a bilirrubina.

Grande parte dos bebês apresentam a icterícia (coloração amarelada) nos primeiros dias de vida e isso é normal, não significa doença. Ela é conhecida como icterícia fisiológica do recém-nascido. Geralmente ocorre após as primeiras 24 horas de vida do bebê. Mas em alguns casos, a icterícia pode ser causada por algumas doenças, esses casos devem ser identificados pelo pediatra da criança para ser adequadamente tratado.

Icterícia fisiológica

Ocorre em  aproximadamente 2/3 dos bebês que não são prematuros (nasceram na idade gestacional correta de um bebê termo), sendo ainda mais freqüente nos prematuros. É uma circunstância normal, apresentando-se de forma leve na maioria das vezes e que regride espontaneamente em média até ao final da primeira semana de vida do bebê. Pode requerer tratamento para evitar os problemas causados pelo excesso de bilirrubina no sangue. Na maioria das vezes o tratamento é feito através do banho de sol, antes de 10 horas da manhã e ou depois das 16 horas, com duração de 10 a 15 minutos.

Como ocorre a icterícia fisiológica

Decorre de um conjunto de fatores que acabam levando ao aumento da produção de bilirrubina, a uma dificuldade de sua captação pelo fígado (o que permite seu acúmulo no sangue) e a um aumento da sua reabsorção nos intestinos. Tudo isso faz com que a concentração de bilirrubina no sangue aumente.

Embora esse acúmulo possa ser considerado normal, nem sempre as conseqüências são inócuas, especialmente se o bebê for prematuro. Neles, dependendo da situação, existe a necessidade de tratamento para evitar a impregnação da bilirrubina no cérebro, o que causa graves danos à criança.

Icterícia “não-fisiológica” ou patológica

Quase todos os casos de icterícia não-fisiológica ou patológica devem-se à exacerbação dos mesmos mecanismos que causam a icterícia fisiológica. Assim, as principais causas estão relacionadas com os distúrbios da produção de bilirrubina, da captação hepática, do metabolismo, da excreção e da reabsorção intestinal.Geralmente ocorre antes das primeiras 24 horas de vida do bebê.

Algumas doenças que podem causar icterícia neonatal são:

• Anemia hemolítica (quando as hemácias são destruídas em excesso);
• Infecções;
• Síndrome de Gilbert, de Criegler-Najar (distúrbios do funcionamento de enzimas que atuam no metabolismo da bilirrubina);
• Icterícia do aleitamento materno;
• Jejum prolongado;
• Estenose hipertrófica do piloro.

Existem alguns dados que alertam os médicos para uma provável natureza patológica para a icterícia. Um dado importante que pode ser percebido pelas mães é a descoloração das fezes, o que se associado à icterícia, sugere um distúrbio da excreção de bile (que contém bilirrubina). Assim, o acompanhamento médico do recém-nascido desde seu nascimento permite a suspeita de algum problema, e faz com que sejam realizados exames que objetivam identificar a causa do problema.

Diagnóstico

O diagnóstico da icterícia é geralmente feito no hospital. Altas precoces e o aparecimento mais tardio (após 24 – 48 h) transferem esta abordagem para o consultório pediátrico.

O método clínico, através da inspeção visual, é o meio mais utilizado para abordagem inicial da icterícia. O pediatra irá fazer a pressão digital da pele do bebê e associar a historia clínica, para assim definir a conduta terapêutica.

Os exames solicitados para avaliação da icterícia são: bilirrubinas totais e frações, hemograma e contagem de reticulócitos.

Importante lembrar que icterícia precoce, antes das 24 horas de vida, será feito uma abordagem mais precoce do que a icterícia que aparece após as 24 horas de vida.

Tratamento

O principal objetivo do tratamento é evitar o acúmulo de bilirrubina no cérebro, o que pode causar uma doença chamada kernicterus, a qual traz grandes problemas ao desenvolvimento da criança. Quando é identificada um causa tratável de icterícia, esse tratamento específico é de extrema importância. O tratamento da icterícia inclui basicamente três opções e depende do nível de bilirrubinas totais.

Banho de sol

Realizado em casa. Consiste em expor a criança ao sol diariamente, só de fraldinha antes das 10 horas da manhã e após as 16 horas, de duração aproximadamente de 10 a 15 minutos. É importante evitar de levar o bebê ao sol, após o curativo do umbiguinho, pois o álcool do curativo umbilical após o banho em contato com o sol gera queimaduras na pele. Portanto é recomendado, dar o banho após o banho de sol.

A fototerapia

Deve ser realizada no hospital, de preferência no alojamento conjunto. É ideal naqueles casos em que a elevação da bilirrubina é mais lenta e no tratamento da icterícia do prematuro. Consiste na exposição da criança a uma fonte de luz. A luz converte a bilirrubina, impregnada na pele e nas mucosas, em outra substância, que é “incolor” e não acumula no cérebro.

O outro método é a exsanguinotransfusão. É indicada para reduzir rapidamente a concentração de bilirrubina, quando há risco de acometimento do cérebro, especialmente se houver hemólise (destruição das hemácias). O risco de aparecimento de kernicterus é indicação absoluta para a realização desse tratamento. A exsangüinotransfusão consiste na retirada de todo o sangue da criança e a sua substituição por outro sangue, sem as concentrações altas de bilirrubina.

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